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Hummm. :9

domingo, 1 de novembro de 2009

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Já escolhi a sobremesa que vou fazer no Natal! :D




Torta de Nozes


Ingredientes:

Massa:

- 1 tablete de margarina culinária (100g)
- 1 pacote de biscoito de leite triturado (200g)
- meia xícara (chá) de nozes trituradas
- 2 colheres (sopa) de açúcar


Recheio:

- 1 caixinha de creme de leite (200g)
- 150g de catupiry
- 250g de ricota fresca ralada
- 3 ovos
- 1 xícara (chá) de nozes picadas
- 1 xícara (chá) de açúcar peneirado
- 1 colher (chá) de licor


Cobertura:

- 1 garrafa de creme de leite fresco (500g)
- 200g de doce de leite
- 1 xícara (chá) de nozes


Modo de preparo:


Em uma tigela, junte a margarina, o biscoito, as nozes, o açúcar e misture bem. Forre o fundo e as laterais de uma forma de aro removível (26cm de diâmetro), modelando a massa com as mãos da maneira mais uniforme possível. Reserve.

Para o recheio, bata na batedeira o catupiry, a ricota, o creme de leite, os ovos, o açúcar, o licor e as nozes até obter um creme liso. Coloque sobre a massa da torta e asse em forno baixo (180ºC) por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar.

Para a cobertura, deixe o creme de leite no congelador por uma hora e depois bata-o na batedeira por 3 minutos até ficar em ponto de chantilly. Acrescente, aos poucos, o doce de leite e as nozes. Espalhe esse creme sobre a torta e decore com nozes levemente trituradas e cerejas frescas.

Rendimento: 8 porções.


Depois dessa, só não esqueça de agendar um regime a partir de 2 de janeiro. xD

1931

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CAI AMPLO O FRIO e eu durmo na tardança
De adormecer -
Sou, sem lar, nem conforto, nem esperança,
Nem desejo de os ter
E um choro por meu ser me inunda
A imaginação
Saudade vaga, anônima, profunda,
Náusea da indecisão.
Frio do inverno duro, não te tira
Agasalho ou amor.
Dentro em meus ossos teu tremos delira.
Cessa, seja eu quem for!

(Fernando Pessoa, 19-01-1391)

Para uma menina com uma flor

sábado, 31 de outubro de 2009

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Porque um pouco de lirismo não faz mal a ninguém:





Porque você é uma menina como uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nosasas malas seguiram
sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas
estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu
cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair
para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você
se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você
é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada",
a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche
de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobre tudo porque você é uma menina com uma flor.
Vínicius de Moraes








Vinicius de Moraes foi diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor. E ainda teve tempo para casar 9 vezes e amar outras tantas. Vale a pena conhecer o vasto trabalho desse carioca, que passa por literatura, teatro, cinema e música.

The Filthy Youth

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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Depois do post da nossa querida Carol sobre Gossip Girl, agora teremos um sobre o tchutchuco Ed Westwick, que interpreta nosso querido e amado Chuck Bass.


O supimpa é que além de o cara ser totalmente lindo e charmoso ele ainda canta bem. Muito bem!
Sim, meninas! O som do Filthy Youth, banda da qual Ed é vocalista, faz um som meio punk inglês, ou algo do tipo. Eu não sou lá aquela especialista em música para falar em termos, mas eu garanto que os caras são bons. Sem falar que ouvir a voz do Ed e seu sotaque fofíssimo é demais!
O que está solto pela internet é um cd demo com meia dúzia de músicas da banda (recomendo "Pirate" e "Orange" para o primeiro contato). Procure por "The Filthy Youth" no orkut. Na comunidade da banda, é possível fazer o download das músicas. No YouTube, há vídeos de performances ao vivo.


Boa música e até mais!

Bolsas Estilosas! ;]

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

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"Procuro sempre solucionar alguma necessidade do meu público com grande estilo."
Paula Lima Ribeiro tem 20 anos e um dom: fazer bolsas. As mais lindas. O que começou como uma vontade de ter bolsas diferente, um acaso, quando ela ingressou na faculdade de Design e Negócios da Moda (UNIBAN), logo chamou a atenção das amigas mais próximas e eventualmente virou um fonte de lucro divertida para Paula que hoje trabalha com isso e concentra seus esforços criativos para criar novos modelos lindos.

"Acho válido fazer qualquer coisa que te mova, que faça com que você se sinta mais vivo e busque a realização de seus sonhos. Criar bolsas é a minha forma de expressar minhas opiniões, é o meu primeiro projeto de vida e grande paixão."

Acesse o Profile ou o Flickr para checar todos os modelos e estampas disponíveis.

500 days of summer

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

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Se você gosta de cinema, de coisas "fofas" e já assistiu 10 coisas que eu odeio em você (acho que pelo menos 80% da população já fez), certamente já ouviu falar, mesmo que por cima, do novo filme do amigo chatinho, porém lindo do Patrick Verona (papel do falecido e amado Heath Ledger) no dez coisas: 500 days of summer.



O longa possui um foco básico: "não é uma história de amor". É um cara - Tom (o gatíssimo Joseph Gordon-Levitt), que conhece uma garota - Summer (a linda Zooey Deschanel), se apaixona por ela, mas ela não.

Trechinho do filme
Tom: What happens when you fall in love?
Summer: You believe in that?
Tom: It's love, it's not Santa Claus.

E apesar de básico, a história é linda e a trilha sonora maravilhosa, toda calminha. Já foi chamada até de "terceiro protagonista dó filme".



As músicas que estão no CD são:

01. A Story Of Boy Meets Girl - Mychael Danna & Rob Simonsen
02. Us - Regina Spektor
03. There Is A Light That Never Goes Out - The Smiths
04. Bad Kids - The Black Lips
05. Please, Please, Please, Let Me Get What I Want - The Smiths
06. There Goes The Fear - Doves
07. You Make My Dreams - Hall & Oates
08. Sweet Disposition - The Temper Trap
09. Quelqu'un M'a Dit - Carla Bruni
10. Mushaboom - Feist
11. Hero - Regina Spektor
12. Bookends - Simon And Garfunkel
13. Vagabond - Wolfmother
14. She's Got You High - Mumm-ra
15. Here Comes Your Man - Meaghan Smith
16. Please, Please, Please, Let Me Get What I Want - She & Him
(esta última, versão EXCLUSIVA do filme/cd!)

E falar de trilha sonora sem disponibilizá-la é sacanagem. Pois então se é de seu desejo, baixe aqui a soundtrack. Super adequado para viciados em trilhas como eu!

"... To die by your side is such a heavenly way to die (...)
To die by your side the pleasure and the privilege is mine"

O fim da música impressa

terça-feira, 27 de outubro de 2009

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O fim da música impressa

Por Andressa Monteiro e Marina Zyrianoff



Pense rápido! Para saber das últimas novidades sobre música, você lê os jornais, as poucas revistas que ainda são vendidas nas bancas ou procura na Internet? Melhor ainda, quantas revistas de música você lembra que existiram no Brasil?Há diversos motivos pelos quais estas publicações não dão certo: crise financeira, mudanças nos hábitos culturais, decisões editorias desastrosas e a chegada dos blogs e outras ferramentas da Internet.

Aqui no Brasil, a revista Bizz foi uma publicação da Editora Abril com grande destaque nas décadas de 80 e 90. Ela nasceu em 1985 e foi cancelada em 2001, retornando às bancas quatro anos depois, para encerrar suas atividades novamente em 2007, após o surgimento da versão brasileira da Rolling Stone. A revista mantem-se viva, mas apenas em edições especiais ou ocasionais.

O mesmo aconteceu com a Revista MTV, criada em 2001. A publicação foi idealizada para ser um mecanismo de divulgação do canal. Em novembro de 2007, a assessoria de imprensa anunciou que a revista seria descontinuada por motivos estratégicos. Após sete anos e 79 edições a revista MTV saiu de circulação.

Atualmente, o mesmo acontece com as revistas estrangeiras. Títulos americanos como a Blender e a Spin foram fechados e até a Rolling Stone passa por dificuldades financeiras. A britânica New Musical Express, além do formato impresso, criou o próprio blog.Para o jornalista Marco Barbosa, o brasileiro não lê. “Ouvir música é fácil e de graça. Ler, mesmo que seja uma revista, dá mais trabalho, custa dinheiro e exige um mínimo de preparo intelectual. A maioria absoluta da população brasileira simplesmente não pode, não quer ou não está disposta a ter este trabalho.”

“Nem todo mundo tem acesso pela Internet ou interesse por sites de música. Alguns são realmente muito bons e confiáveis, mas a imensa maioria é amadorística ou, pior, apenas repete informações coletadas em outros lugares. Ainda há uma geração bem ativa que gosta de colecionar, folhear, ter o material físico nas mãos”, completa Marco Barbosa.

Já para Marco Aurélio Canônico, que escreve para o Blog da Ilustrada, do jornal Folha de S. Paulo e é editor da Folha Teen, nunca existiu uma revista de música segmentada para gêneros populares, e este talvez seja um dos motivos do fracasso desse tipo de publicação. “Se você parar para pensar nos exemplos de revistas musicais que a gente teve no Brasil, todas elas foram segmentadas para outros estilos musicais, como o rock, o indie ou o pop. Por que nunca se investiu em revistas de samba ou de MPB?”, questiona Canônico.

Com tantas mídias surgindo, como a Last FM e o Myspace, a necessidade de ter uma revista diminuiu muito. Para o crítico musical José Flávio Junior, as revistas tinham o papel que as redes sociais exercem atualmente. ”As pessoas não tinham Facebook, Orkut ou Twitter para se informar e pegar dicas musicais. Todas as grandes publicações estão lançando mão das novas mídias para chegar mais rapidamente ao consumidor, que acaba gastando com outras coisas e deixa de comprar revistas.”

Para José Flávio, nenhuma revista é indispensável. “Tudo o que você precisa saber e que está acontecendo no mundo, você encontra nos jornais e livros. A revista é uma forma resumida de você aprender as coisas, de ter a informação de um jeito mais gostoso de ler. As pessoas mudam os hábitos, passam a ter outras prioridades e não sentem a necessidade de folhear as revistas”

Para Marco Aurélio, não é possível afirmar incisivamente que a Internet é 100% culpada pelo fim das revistas de música. “Os benefícios que ela trouxe são infinitamente maiores do que os prejuízos que causou. Tanto o sujeito que escreve sobre música, quanto o que faz música, o que quer lê sobre musica ou o que ouve música, todos estão mais bem servidos pela Internet do que estiveram na época das revistas.”

A questão financeira também é prejudicial. “Gerenciar uma revista não é um trabalho fácil, papel é uma coisa cara. Você precisa ter um plano econômico, uma estratégia de marketing para atrair o anunciante e sustentar a revista.”

O dono do blog Popload, Lúcio Ribeiro, acredita que “no Brasil nunca se precisou do jornalismo musical para isso, até porque nunca existiu uma cultura de música decente, a não ser em guetos.”

O NOVO ESTÁ CHEGANDO

Em um mundo de novas tecnologias, as pessoas querem saber das informações em uma velocidade rápida, direta e curta. É o caso do Twitter.Para Marco Aurélio Canônico, o microblog é uma boa ferramenta e está ficando cada vez mais popular. “Todo meio de comunicação que surge na Internet, funciona. Isso é um indicativo de que eles têm algo bom e são coisas para serem divulgadas.”

José Flávio tem uma opinião um pouco diferente. “Twitter é o blog do analfabeto. Só serve pra quem não sabe escrever. Como alguém pode resumir as coisas que sente em apenas 140 caracteres?”.Outro exemplo citado por ele são as manchetes dos jornais. “Elas geralmente são a parte mais deficitária de um jornal e de uma revista. Você não consegue expressar a totalidade da sua matéria apenas no título.”Há quem invista no meio impresso considerando que ainda há uma fatia de mercado a ser conquistada.

È o caso das revistas Migmax, de música eletrônica, e a Billboard, que serão lançadas no Brasil ainda este ano.“As pessoas vão comprar uma revista como a Billboard pela marca, mas não quer dizer que ela será estimulante. Não dá para saber direito qual será o resultado dela em termos de venda e até de qualidade”, finaliza José Flávio.

VOCÊ ABRIRIA UMA REVISTA DE MÚSICA?

Perguntamos aos jornalistas Lúcio Ribeiro, José Flávio Junior, Marco Aurélio Canônico o que eles acham sobre o assunto.

MARCO AURÉLIO CANÔNICO
“Se eu tivesse que abrir seria pela Internet, porque os custos são muito menores e a facilidade é muito maior. Na internet basicamente você junta meia dúzia de pessoas e monta um site bacana. Já em uma revista, você precisa de uma grande estrutura comercial e gráfica, além de envolver toda uma parte de burocracia e impostos”,

JOSÉ FLÁVIO JUNIOR
“Só se eu ganhasse na Mega Sena e estivesse afim de perder um dinheiro e dar um salário para os caras que eu gosto e que escrevem sobre musica. O Brasil tem má distribuição dos exemplares. Ela irá vender pouco e não irá alcançar todas as bancas. Uma revista de musica nunca vai vender tanto quanto a Veja.”

LUCIO RIBEIRO

“Aqui não temos uma indústria de música. Existem gravadoras, rádios, lançamentos de discos, bandas, mas não há uma indústria musical. Ou se tem uma idéia razoavelmente boa para uma revista de música ou se está fadado a ir pelo sonho, pela garra de uma coisa que não faz parte de uma cultura musical.”

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